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.estreitamentos.
não desacortina. não desabrocha. não descobre.
sentimento estreitado. e, por dentro, um rio de incertezas. se há luz, não consigo enxergar. se parar os ponteiros resolvesse, quebraria o relógio. areia em ampulheta - sensações escorrendo ... nada posso fazer para impedir. e agora, nada trago nas mãos...
sempre trouxe, sempre levo,
nunca fico.
Escrito por anyGleyce às 22h18
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ausência
sinto-me descoberta a pele já não serve olha o frio olha o cansaço cadê você? tão distante volta logo não demora sinto sua falta você era a única luz nesse mundo cão dá-me tua mão puxa-me pra perto abraça forte não solta não
o desenho de tua face brinca no meu pensamento as cores se misturam trazem coisas boas mas hoje estou em estilhaços pelo chão e não queria apenas o desenho sonhava com você mais perto egoísmo, mas não brigue comigo, é o frio a ausência até as paredes estão ecoando os gritos que nascem dentro de mim o que sufoca desassossego
saudade .
Escrito por anyGleyce às 13h18
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soa.c.aos
Saboreando momentos, chegam as sensações. Doces, cheias de sabor.res. Fortes sabores. Amargo, tenso - a vontade descoberta. E dentro de si, o calor, a fome de viver. Ondulações em pensamentos. Desejos em dança - harmonia - que soa.c.aos ... a desordem. palavras na boca. A boca - sussurrando o corpo.
o Sentir em devaneios. apenas sensações.
Escrito por anyGleyce às 21h38
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tato e Sabor
Feliz, na ponta dos dedos levava um sabor de sorvete derretido. Qual o sabor disso? Talvez, uma efêmera sensação de brisa passada ... a enconstar na face com uma adocicada fragância. Ou então, algo que através da língua ousava percorrer todos os sentidos. O sorvete a levara à fugitivos momentos. Inebriada pela lembranças, sentia o que restava do sorvete a escapar por entre os dedos ... era o calor transpondo o corpo.
Escrito por anygleyce às 21h00
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Agulhas em copo
Perdida em pensamentos que desatam, estreitam-se laços de um céu passado, que cultivo em lembranças, tornando-se tão presente quanto o gosto. Estrelas caindo, cores fundindo-se em vermelho do copo.corpo Naúseas amargas em nós desatados, ilusoriamente apertados... que seja dita tal verdade: já nem existem!
Não obstante a existência de ilusão, continuo a cultivar saudades. E as agulhas de Neruda a me fiarem em nuances...
Escrito por anygleyce às 22h50
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afetou
Dançar feito borboleta Pés descalços pra se tomar o frio Peito aberto a oferecer calor. Abraço sincero Carinho de mãe, da mão ... que afaga, da palavra ... que voa. feito passarim, que bate no rio e foge.
Doces verbos, soltos rasgados, outros. Intensos, a fala e o gesto. Sentimento feito criança. As nuances dentro de si, que trazem o gosto prazeroso do incomum.
a.fé afeto
Escrito por anygleyce às 12h02
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DisfarcesDeFaces
Com a certeza de quem se vê nos olhos e a incerteza de quem os fecha Arrisco, e me jogo. Vou me perder, mais uma vez Feito o vinho quando acompanha o frio Numa sensação tão fugaz quanto prazerosa mas tão essencial quanto perigosa
Máscaras, disfarces de.faces delas quero apenas o gosto
Porque eu... Quero a voz Quero o ouvir não omitir muito menos o fingir ato tato contato
Quero voar por céus de cores ecoar os gritos mais doces perder-me entre os deliciosos sentidos, que desejo ser sem fim
...
Porque o sentimento é aquilo que me consome dos passos aos pensamentos
Escrito por anygleyce às 16h00
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céu de.
Da janela, alcançava o céu, esse tão distante quanto o pensamento, que parecia tomar para si aquela solidão, antes apenas dela. Cores intensas de um céu, desabavam em gélidos rios de sentimento. Já não eram mais cores... Desmanchavam todas as intenções e desfaziam todas as ações. Quando o inconstante firmamento, extasiado por tanto sentir, silencia, o acalanto se volve em doce afeto, ou talvez, uma amarga reticência no ar (...) que afasta o sereno, e reflete na solidez da janela um asbtrato pesar.
Sentidos, inúmeros! [de um só momento. de um momento só.] Que prendem um pensamento e desatam sensações,
ímpares por serem devaneios.
Escrito por anygleyce às 22h22
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Nostálgica
A mão tão inquieta quanto a mente, age sob a vontade explícita e involuntária de gritar. Gritar palavras, as mais confusas das mais variadas, as mais sem sentido das sentidas por dentro da pele, as mais censuradas as mais desejadas as mais esperadas...
As variações de um mesmo sentir. O ar de lembranças que trazem sabor, cheiro. Querem voz!
O eterno gosto mutável pela nostalgia inebriante. A Nostalgia, causa de tudo isso feito borboleta e sentimento de leveza e peso Delicada como quem corta Fria como quem sente Escondida entre os cheiros mais doces e os sabores mais fortes Como se fosse prazer Cega a quem permite Vicia a quem necessita ... Inevitável a quem já conhece.
Escrito por anygleyce às 22h40
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o sentir é doce
Se tudo é tão estranho, por que é tão doce? Doce é o sentir... que me permite usufruir de todos os meus sentidos, agora livres, mas eternamente ocupados.
As sensações surgem tão enigmáticas, e parecem trazer rios de pensamentos... o que elas querem na verdade, é serem descobertas... e assim, até o misterioso fica subentendido!
No meu emaranhado tudo tem significado só não tem sentido. Mas tudo se encaixa! só não tem uma causa Existem as conseqüências, já aprofundadas em dias já conhecidos
... um dos tantos. devaneio dos muitos. sentimentos são
Escrito por anygleyce às 18h13
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...
A boca fala o que no peito arde e o que na mente habita
A boca arde o que no peito sente e o que na mente manda
A boca sente o que no peito habita e o que na mente arde
A mente evita o que arde, o que sente e o que habita
Escrito por anygleyce às 13h37
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Faces
Priorizar o horizonte. Distanciar o que se quer. Reflexo do que eu não sou. E o espelho desvenda algo que eu nem quería saber. Faces...
Sentimento ruim contido. Palavras necessárias guardadas. Palavras essas que gritam por dentro... O necessário impalpável. Meias verdades, meias palavras. Chamaría de orgulho, Que esconde o que sou, Mas também defende.
Inconstância constante, ou Metamorfose ambulante. Uma redudância Uma contradição Um erro Uma incerteza E essas certezas.
Nenhum acerto.
Escrito por anygleyce às 01h48
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Não sentir
Refúgio não há. O impalpável se mostra próximo e me torna próximo de um pensamento tão distante. A boca arde em palavras não ditas, e o coração no desejo em dizê-las.
O desconhecido que habita é imaginável! E se a criação me permite, modelo-o como quero. Inverso do que digo. Já não falo mais. E o sentimento é o mais traiçoeiro de todos. Já não o quero mais...
Escrito por anygleyce às 01h55
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Borboleta
Perdida na própria essência. A ânsia se torna algo constante, a própria essência em outras formas. Veste a moça da janela de Chico. Veste a moça colorida, que hoje se vê sem cor. Veste a moça sem o brilho nos olhos, que um dia, radiantes ficaram. Tal sensação me faz sentir impotente diante das emoções. E o Sentir se torna literal. Tão concreto quanto sem sentido. 'Insuportavelmente bom'. Agoniante e necessário.
Vejo-me inventando o novo para transpor barreiras. O novo tem que ser instantâneo, para suprir desejos. Uma vida de borboleta não permite esperar pelo amanhã para criar o agora. ' Sem nenhum medo. Não mata. '
Escrito por anygleyce às 01h30
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